terça-feira, 15 de agosto de 2006

Convescotes

Lista de showzinhos programados para este ano:

Art Brut (Motomix Art Music, SP – 16/09)
Beastie Boys (TIM Festival, 26 a 29/10)
Clap Your Hands Say Yeah * (TIM Festival, 26 a 29/10)
Cardigans (Campari Rock: SP – 06/09; Florianópolis - 08/09; BH – 09/09)
CocoRosie (The Week, São Paulo, 30/08 e 31/08*; No Ar Coquetel Molotov, Recife, dia 01/09; Circo Voador, Rio, 02/09)
Daft Punk (TIM Festival, 26 a 29/10)
Devendra Banhart (TIM Festival, 26 a 29/10)
Franz Ferdinand (Fundição Progresso, Rio – 14/09; Motomix Art Music, SP – 16/09)
Gang Of Four (Campari Rock: SP – 06/09; Florianópolis - 08/09; BH – 09/09)
Gogol Bordello* (TIM Festival, 26 a 29/10)
Goldfrapp* (TIM Festival, 26 a 29/10)
Ladytron (Nokia Trends, 1/9, DJ set, D-Edge, São Paulo)
New Order (Brasília 04/11; Estádio Mineirão, BH - 11/11; Via Funchal, SP – 13 e 14/11; Armazém, Rio – 16/11)
NOFX (Claro Hall, RJ, 29/9; Espaço Barigui, Curitiba, 30/09; Credicard Hall, SP, 1/10; e Pepsi Stage, Porto Alegre, 3/10)
Patti Smith (TIM Festival, 26 a 29/10)
Peter Hook, do New Order, DJ set (Motomix Art Music, SP – 16/09)
Radio 4 (Motomix Art Music, SP – 16/09)
Rubin Steiner (No Ar Coquetel Molotov, Recife, dia 2/9)
Robbie Williams (Estádio do Flamengo, Rio – 18/10)
Spleen (abertura CocoRosie, The Week, SP, 30/08; No Ar Coquetel Molotov, Recife)
The Ataris (Credicard Hall, SP, 08/09; Claro Hall, Rio, 09/09; Espaço Callas, Curitiba, 10/09; Bar Opiniao, POA, 12/09)
Tortoise(Circo Voador, Rio - 01/09; No Ar Coquetel Molotov, Recife - 02/09; Sesc Santana, SP - 05 e 06/09)
Underworld (clube Indústria, SP - 14/11; Creamfields, Rio 18/11)
Yeah Yeah Yeahs (TIM Festival, 26 a 29/10)

(*) Não confirmado

Fonte: http://lucioribeiro.blig.ig.com.br/ (que indico: é muito bom)

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

O pão e o Circo

Engraçado como em época de eleições os candidatos ficam loucos para apertar uma mão.
Todos muito sorridentes, afáveis e amigos do povo. E o mais engraçado é que o povo acredita. E vota.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Revista argentina de humor critica "correção política" na AL

Na entrada da revista satírica Barcelona você dá de cara com um teste de múltipla escolha. Ali, uma pergunta: "Como você acha que que vai terminar o conflito no Oriente Médio?".Entre as alternativas: "Israel ganhará e obrigará o mundo inteiro a comer matzá por toda a vida"; "O Hizbollah vai ganhar e decidirá que a Terra Santa se espalhará até a Argentina, onde colocarão Menem de volta na Presidência", ou, ainda, "todo o Oriente Médio será destruído pelos Estados Unidos".Assuntos políticos explosivos, temas religiosos ultra-delicados, um sem-número de costumes da sociedade argentina e os maus hábitos e cacoetes da imprensa local são os temas pelos quais deitam e rolam (de rir) os jornalistas que fazem esse periódico quinzenal, independente e que vende cerca de 13.500 exemplares por edição desde a sua fundação, em 2003.
Há quem acuse a revista de fazer uso oportunista do politicamente incorreto para causar sensação numa sociedade que hoje é conservadora no que diz respeito à imprensa. O diretor da publicação se defende: "A incorreção política não nos interessa, pois trata-se de provocação gratuita. Gostamos, sim, de fazer o que politicamente nos parece, justamente, que é correto. O que se conhece por "correção política" mesmo, na maioria dos casos, me parece uma imbecilidade", disse Pablo Marchetti à Folha.
Seu título evoca a cidade dos sonhos de muitos imigrantes que fogem das ciclotímicas crises argentinas e sonham com o glamour e os empregos de uma cidade cosmopolita em que podem se virar e sobreviver sem ter de aprender uma outra língua. Já o subtítulo, "una solución europea para los problemas de los argentinos" reforça o não menos ridículo --ainda que pensado para ser sério-- subtítulo do jornal "Clarín", "un toque de atención para la solución argentina de los problemas argentinos".
Na edição de nº 87, que se encontra agora nas bancas, está uma notícia sobre Kirchner negando que pretenda adotar mais políticas nacionalizantes.
A ilustração? Uma fotomontagem de manifestação na extinta União Soviética com a multidão carregando placas de Marx, Lênin e... do próprio Kirchner. Em outra edição recente, a publicação questionou o "mito" que se criou do futebol argentino como uma potência, colocando em dúvida os dois mundiais conquistados pela seleção (um teria sido "roubado", com uma mãozinha dos militares, o outro, com o gol de mão de Diego Maradona).
Da política do governo com relação aos imigrantes ("seria legalizado o porte de escravos bolivianos para consumo pessoal") à ambição dos argentinos em "emplacar" um papa nacional ("Bergoglio [o papável deles]: "é muito difícil competir com um nazista alemão'"), poucos assuntos nacionais e internacionais relevantes ficam de fora da pauta da revista.Para mascote da Copa da África do Sul, em 2010, sugeriram o mascote "Esclavito", um menino negro com um osso na cabeça e grilhões nos pés. Mas a idéia, dizem eles, é apenas satirizar a histeria coletiva em torno dos mundiais e o que eles representam como grandes negócios publicitários.As provocações fizeram a "Barcelona" multiplicar seus meios de ação.
Além de participarem de programas de TV e rádio, os jornalistas acabam de lançar "Puto El Que Lee - Diccionário Argentino de Insultos, Injúrias e Impropérios" (ed. Barcelona, 2006). Marchetti justifica a publicação contando que muitos dos termos que os argentinos usam no dia-a-dia não estão escritos em lugar nenhum. "Nesse sentido, o dicionário serve também como um trabalho lingüístico que dá conta da maneira como falamos neste determinado momento da história argentina."
Folha de SP - 31/07/2006
www.revistabarcelona.com.ar
*Política também é diversão, que digam os Sanguessugas.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Um Cabernet Sauvignon, por favor.


Por Viveca Santana

Hoje não vou escrever sobre rock. Tenho sido bem déspota, falado apenas de coisas que eu gosto, que eu ouço, que gostaria que todos tivessem a oportunidade de conhecer - admito.
Terei o meu dia de menina chic, clássica, caracterizada de bolsinha Louis Vuitton a tiracolo e scarpin - afinal todos temos um segredo escondido e ainda não consegui ser democrática, me perdoem.
Aos apaixonados por filmes antigos que são o retrato do romantismo que já não vemos faz tempo, do tempo em que se ía ao cinema de mãos dadas com o namoradinho comportado e das vozes lindas, das divas inalcansáveis do Jazz, e dos discos de Vinil, apresento-lhes a minha paixão, Nina Simone.
Claro que alguns já conhecem essa senhora, talvez em audições obrigatórias de algum pai, que no Domingo obrigou toda a família a ouvir todos os discos empoeirados que tinha em casa, da Nina, do Ray Coniff e sua orquestra ("parararará..."), do Roberto Carlos e do Raul ( ou por ter uma gosto legal, saudosista mesmo).
Nina é uma das cantoras mais representativas do Soul e do Folk americano - alguns acreditam que seja até uma das divas nascidas em solo alagado de New Orleans mas, hã-hã, a dona é da Carolina do Norte um dos berços Jazzistas (ops, ela odiava que a considerassem uma cantora de Jazz, achava coisa de branco - a dona era ativista das boas).
Para os que amam solos de piano é um prato cheio e gostoso de ouvir tomando um bom vinho. Tá. na primeira vez que você ouvir pode até pensar que trata-se de uma cantora Gospel/Mórmon pela sua voz forte, intensa e extremada mas, com certeza após ouvir " My baby just cares for me" e "I put spell on you" ( que inspirou até o "tralalá" lindo dos Beatles em "Michelle"), ou uma das suas interpretações de baladas francesas, muda de idéia ( se você tiver 10% de romantismo, pelo menos, correndo nas veias).
Há até quem tente dar uma imitada atualmente, tocando piano e cantando - bem difícil comparar.
Dedico:
- Don't Smoke In Bed (aos fumantes)
- I Put a Spell on You (às possessivas)
- Just Like A Woman (às emotivas mulheres)
- Lilac Wine (aos enólogos)
- Mississippi Goddam (aos ativistas)
- My Baby Just Cares for Me (aos que não sabem dançar, mas tentam)
- Ne Me Quitte Pas (às Anitas e ninfetas)
- I Love To Love ( aos iludidos)
- My way (aos esperançosos)

sexta-feira, 16 de junho de 2006

"Franz Ferdinand é escalado para 4ª edição do Motomix"



Folha de SP - 15/06/2006
LÚCIO RIBEIRO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
"Agora é "para valer". Cerca de sete meses depois de vir ao Brasil na carona da turnê do U2, a badalada banda escocesa Franz Ferdinand volta a São Paulo em setembro para uma apresentação "de verdade". O grupo do dândi Alex Kapranos é a principal atração do Motomix Art Music 2006, festival multimídia bancado pela empresa de celulares Motorola.
O "para valer" e "de verdade" são aspas vindas da banda.
O show do Franz Ferdinand está marcado para acontecer no dia 16 de setembro, no Espaço das Américas, local que contará com dois palcos para as apresentações do Motomix. A vinda do FF ao Brasil ainda não foi divulgada oficialmente pela organização do evento.A banda ainda deve fazer um concerto no Rio de Janeiro, em lugar ainda a ser definido (Claro Hall ou Fundição Progresso), fora do Motomix. O Rio, assim, receberia o segundo show solo do Franz Ferdinand no ano.
Em fevereiro, o quarteto britânico que faz rock para dançar veio pela primeira vez ao Brasil como convidado de Bono para abrir as duas apresentações do U2 no Morumbi. Kapranos e amigos de banda fizeram shows de pouco mais de meia hora, com som baixo e para uma platéia quase totalmente desinteressada neles, com foco total na atração principal de 30 anos de estrada, não em uma banda indie de três.
Na mesma viagem, o FF aproveitou uma brecha na agenda e conseguiu fazer um show solo no Circo Voador, no Rio de Janeiro, agora sim para uma platéia ganha e com som bom. Tocaram por uma hora e meia.
O Motomix, festival que sempre teve uma tendência mais eletrônica, deve anunciar pelo menos mais uma banda de rock para a edição deste ano, que acontece de 13 a 16 de setembro.O roqueiro Peter Hook, do New Order, no papel de DJ, é uma das atrações do Motomix. A cantora norueguesa Annie, o DJ e produtor Andrew Weatherall (conhecido pelos trabalhos com o Primal Scream), o duo americano Adult e os alemães do Isolée também estão escalados."
* Lúcio Ribeiro é um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro de cultura pop, é colunista da do Jornal Folha de S. Paulo e é um dos ídolos para quem tenta ou escreve sobre música.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Suspensório

Por Viveca Santana

Apesar de não estar escrevendo há alguns dias e esta nota não ser um texto de verdade, indico um drops para os visitantes assíduos, fanáticos por música de qualidade - visitem o site do Franz Ferdinand (http://www.franzferdinand.co.uk), ouçam o novo cd "You could have it so much better" e busquem o clip "The fallen" e "Do You Want To ".
Para os que ainda estão perdidos no limbo, que nunca ouviram falar da banda ou acham que Franz Ferdinand é o nome de algum estilista novo (até souberam que haveria uma banda estranha abrindo o show do U2, mas nem sabiam de que se tratava), indico que ouçam apenas "Jacqueline"do primeiro cd, o pretinho. Se não der certo, ouça o cd todo assistindo o filme "Embalos de sábado a noite", com o pé de valsa John Travolta - trilha legal para tranqueira ultrapassada, ótima tentativa de salvar o filme e relembrar o pós punk dos anos 80 e a fase new wave.
Posso garantir que está na moda, diverte e vale a pena. Dá até vontade de usar suspensório e dançar estalando os dedos, bem estilo poser.

sábado, 15 de abril de 2006

O ócio não-criativo

Por Viveca Santana

Ah! os feriados... sempre com consequências arrasadoras para os que não viajam e não têm absolutamente nada para fazer. Há quem tente ensaiar a leitura daquele livro guardado faz um bom tempo e que descaradamente está lá nos “Preferidos” do Orkut, como um dos queridos e amados. Ou aquele que tenta ter o seu dia de faxineira e planeja arrumar o quarto em escombros. Ou os saudáveis que acordam bem cedo, com toda a parafernália de praia, a família e mais o cachorro, felicissímo em poder enterrar o focinho na areia.
Como sempre, acabei acordando muito tarde, ainda com aquele gosto de sono nos lábios (procurando um motivo para levantar), com uma xícara imensa de café amargo, visão ainda embaçada, indo em direção do computador com o desejo de escrever algo interessante.
Obviamente passei pelas etapas básicas: olhar o Orkut, o e-mail e as conversas frívolas do msn (acabaram com as necessidades sensitivas) - para os que não foram lembrados e carentes, resta o desolamento e a corrida por enviar scraps para alguém responder.
Estas situações tediosas servem pelo menos para pensar nas coisas mínimas que deu pra esquecer no cotidiano, no que você não vai fazer nunca mesmo, ou para acabar com seu dia, lembrar de todas as frustrações que se tem. Descobri neste último que tenho algumas, bem simplórias, tipo vontade de aprender a tocar guitarra de verdade ou aprender a dirigir sem matar ninguém ou trangredir alguma lei (também tem a lista de livros que comecei a fazer, na intenção de um dia ler, algumas coisas novas que ouvi, e que depois eu postarei aqui ).

Pausa.

Nada na TV. Descobri que nem penteei o cabelo... realmente a melhor opção é escurecer o quarto e voltar a dormir.